sábado, 12 de maio de 2018

BARRAS: Símbolo de decadência e abandono

A cidade de Barras tem sua história e suas páginas contadas em séculos de existência numa narrativa ciclotímica, oscilando entre períodos que vão da ascensão, apogeu e queda dos mesmos até o início de novos ciclos. São mais de dois séculos de história e construção de uma identidade que fez surgir nomes exponenciais nas artes, na literatura, na política, etc, mas principalmente a história de um povo guerreiro que aprendeu desde cedo ir à luta e conquistar seus espaços nesta construção diária tendo como espelho o feito de homens e mulheres que escreveram as mais honrosas páginas desta história, motivo do orgulho deste povo das águas marathaoans e longás.
E mais uma vez o barrense se depara com o hiato da ciclotimia desta terra de Generais e Governadores, Poetas e Marechais que vive no hoje uma decadência que dói n’alma de todos nós que aqui nascemos e assistimos, impotentes, à derrocada de uma terra que já foi a mais importante no cenário piauiense. Nossa UESPI agoniza, a Sede da ex-regional IAPEP está ruindo, a mais antiga Unidade Escolar de Barras (Matias Olímpio) ameaça desabar a qualquer momento (interditada), Hospital Leônidas Melo sem resolutividade pede socorro, ruas, praças e avenidas esburacadas e escuras, violência avançando como nunca, água barrenta e sem o devido tratamento revela a quebradeira e o abandono da AGESPISA, Sede do D.E.R, outro símbolo de uma era de prosperidade ruindo e abandonada, operários não recebem por serviços executados e começam a quebrar o patrimônio do povo, escolas abandonadas sem reforma a um ano e meio de gestão Carlos Monte e Cynara Lages, ano letivo atrasado nos dois primeiros anos da gestão Carlos Monte e Cynara Lages, conferindo queda significativa nos repasses do FUNDEB, cortes nos salários de professores, queda na qualidade da merenda escolar, fim de vários programas de suporte à educação, etc. 


 Tudo isso acontecendo e o Prefeito não envida um pequeno esforço no sentido de mostrar ao seu povo que o mesmo está tomando alguma providência. Em qualquer canto da cidade é fácil encontrar pessoas do povo reclamando da gestão como sendo a pior da história. O prefeito se mostra frio e indiferente aos reclames da população. Eclodem ao mesmo tempo, notícias vindas de todas as partes de rumorosos casos de apropriação indébita de recursos e estruturas em benefício de particulares como a construção em terrenos particulares de tanques para criação de peixes, onde segundo os beneficiários, os irmãos Chico e Benedito Ana, afirmam que o pagamento pelo serviço iria, supostamente, ser rateado entre o maquinista Félix e o marido da Vice-Prefeita, D. Cynara Lages, vereador Roberto Veras.



 Como resposta à população o Prefeito Carlos Monte disse em nota que estava criando uma Comissão de Investigação para apurar o caso, mas até esta data, domingo, 13 de maio de 2018 não se sabe quem constitui esta comissão, se ela foi realmente criada e qual o resultado se é que tem resultado. E assim, Barras segue, capenga, se arrastando, arquejando em seu leito de morte. O que falta mais acontecer? Será que a esperança morreu? Ou este governo entrará mesmo para a história como o maior engodo eleitoral da história? Dá pra se tirar alguma lição do caos em que esta terra está sendo submetida por esta desastrosa administração de Carlos Monte e Cynara Lages?



Creio que sim, dá para se tirar a seguinte lição: para se enfrentar e solucionar problemas de ordem pública não basta diploma, não basta honestidade, e sim, a coragem de fazer  o que tem que ser feito, não basta a vontade de fazer e sim a força, a garra e a ação empreendedora que constrói e que realiza. O Prefeito Carlos Monte e a Vice, Cynara Lages se têm algum prestígio político a nível de Palácio de Karnac e bancada federal, não estão usando-o em proveito do povo e sim em proveito pessoal, pois até o presente não se tem verificado uma só ação dos votados por eles em favor da solução dos nossos problemas mais urgentes. Vergonhosa e lastimável a situação da “Terra dos Governadores”, hoje símbolo de decadência.


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